segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Matéria em “A Tribuna” 31/Jan/2010 “FÉRIAS PRA UNS, EXTRA PRA OUTROS”

A temporada de verão é sempre uma época de muito trabalho para o Corpo de Bombeiros, principalmente em fins de semana e feriados prolongados. Além das ocorrências dentro do mar, os guarda-vidas ajudamna busca de crianças perdidas, atendem jovens e adultos que abusam do álcool e pessoas que passam mal e precisam de atendimento médico. Paradar conta de tantas ocorrências dentro d'água, o grupamento conta com botes infláveis, jet skis, lanchas e pranchões. Do ar, o helicóptero Águia da Polícia Militar dá apoio aos bombeiros sempre que acionado. Em terra, é a unidade de resgate de salvamento aquático também chamada de Ursa que auxilia nos atendimentos de emergência e é responsável pelo transporte das vítimas aos hospitais e prontos-socorros. A prevenção fica a cargo dos guarda-vidas espalhados pelas praias. Em Santos, além dos temporários, os bombeiros ainda contam com 15 pessoas a maioria, surfistas que fazem parte do projeto Salva Surf, da Prefeitura. Segundo o cabo Carlos Daniel Pereira Velloso, que atua no Posto 1, no José Menino, 90% das ocorrências registradas envolvem pessoas moradoras de outras cidades, a maioria da Capital. "Final de semana e feriado prolongado têm mais ocorrência", constata. Aos domingos, principalmente, ocorrem os abusos: a mistura de álcool e vontade de aproveitar ao máximo a praia faz com que as pessoas ponhamde lado a prevenção. "Domingo passado, um senhor convulsionou em cima da prancha de isopor dele. Achamos que era ataque cardíaco. Mas ele passou mal depois de ingerir muito álcool", conta o Cb PM Velloso.

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MATERIA A TRIBUNA BOMBEIROS GUARDA VIDAS

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PREVENÇÃO O feriado prolongado dos paulistanos teve um saldo negativo nas praias da região. Na segunda-feira, em menos de oito horas, três jovens morreram, vítimas de afogamento, somente em Mongaguá. No sábado, um rapaz morreu afogado em Guarujá. Nos três dias, o Corpo de Bombeiros realizou 178 salvamentos nas 12 cidades do Litoral Paulista, que vão de Ubatuba à Ilha Comprida.
Assim como a maioria das mortes por afogamento, as quatro registradas entre sábado e segunda-feira poderiam serevitadas. "Em Mongaguá, dois rapazes entraram no mar, segunda-feira, com pranchas de isopor. Uma das amigas deles viu que eles estavam muito longe da praia e chamou o guarda-vidas", conta o chefe de Comunicação Social do 17º Grupamento de Bombeiros, tenente Marcelo Medeiros. "Infelizmente, os dois desapareceram. Chamamos uma viatura
e dois botes e a aeronave do grupamento aéreo para procurá-los", prossegue Medeiros. O corpo de um dos rapazes apareceu horas depois, por volta das 11 horas, perto do local onde havia desaparecido e o outro, na terça-feira, às 9 horas. "Sempre alertamos para as pessoas tomarem cuidado com essas pranchas de isopor, assim como com bóias de caminhão e colchões infláveis", destaca o tenente.

fonte: Jornal A Tribuna de Santos

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